Historiador protestante diz que católicos "Só lembram de Cristo na Semana Santa"


Um historiador protestante utilizou seu blog "Cristianismo sem hipocrisia" para escrever um artigo onde acusa os católicos de lembrar de Jesus Cristo somente na Semana Santa.



Reproduzimos aqui seu artigo na íntegra. 

De costume, só escrevo textos que vão de encontro aos erros e absurdos que a igreja evangélica vem cometendo, e textos que tem como ênfase os publico evangélico. Nesse aqui vou abordar o fato lamentável das pessoas em geral só lembram-se do “Cristo da Paixão”. Esqueceram ou não sabem do verdadeiro Jesus Cristo, e do que ele fez por nos! Quero aqui lembrar que o sacrifício de Jesus Cristo não é apenas data , e também, mais uma vez, lembrar o papel da igreja de Cristo.

A dita “Semana Santa” foi uma festa criada em 325 d.C. O célebre Concílio de Nicéia, patrocinado pelo imperador Constantino e regido pelo Papa Silvestre I, consolidou a doutrina da Igreja Católica, transformada em religião oficial do Império Romano A partir de então, em Jerusalém, teve início a celebração do martírio de Cristo em três dias consecutivos. 

Sexta-feira da Paixão passou a ser o dia dedicado ao sacrifício e morte de Jesus, Sábado de Aleluia o dia consagrado ao luto, e Domingo de Páscoa a festa da ressurreição. Um decreto do Papa estabelecia o Domingo da Ressurreição como a data religiosa mais importante do ano, celebrada sempre no domingo seguinte à primeira lua cheia da primavera. No Hemisfério Sul, a estação correspondente é o outono. Depois de Jerusalém, diversas comunidades cristãs adotaram a Semana Santa, que, hoje em dia, começa sete dias antes da Páscoa, com o Domingo de Ramos, que comemora a entrada de Jesus em Jerusalém, saudado pelo povo com ramos de árvores.

Na quinta-feira é celebrada a Última Ceia, a última noite que Jesus passou com os discípulos. É um feriado lindo não acha? O problema que o sacrifício de Cristo, não era pra ser encarada como uma data comemorativa, para ai sim lembrarem de Cristo . Semana santa virou apenas a época de se encenar a “paixão de Cristo”, dar ovos de páscoa, e ir fazer as comemorações religiosas lembrando-se do sacrifício divino. Em João 3:16 diz assim: “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Paixão de Cristo? As sagradas escrituras são bem claras. João diz que Deus AMOU o mundo de TAL MANEIRA, ou seja, faltaram palavras para João expressar o quanto Deus amou sua criação, a Cruz representa muito mais que dor, muito mais que paixão, muito mais que uma data batida no calendário cristão e ocidental, a Cruz representa AMOR! Ai que vem meu questionamento: “Porque só nos lembramos de Cristo na semana de sua Paixão?” Isso eu sinceramente não entendo. Deus nos amou de tal maneira, e ainda nos ama, por isso estamos aqui, através da Graça e misericórdia de Deus. E o que fazemos em troca? Elegeram há muito tempo uma data para “celebrar” tal sacrifício, tal paixão. Isso é lamentável, vendo do ponto de vista do que Ele nos proporcionou: perdão, graça, misericórdia, amor, e a promessa de vida eterna como diz o final do versículo 16 do capitulo três do evangelho de João. Deus nos chama para uma vida santa, separada, uma vida de sacrifício vivo, cada um tomando sua Cruz (Mateus 10:38). O Sacrifício da cruz é bem maior do que uma simples sexta-feira da paixão. Não encare essa data da maneira como vinha encarando, entenda que Deus nos ama, e em virtude desse “tal amor” ele se entregou numa cruz, por mim e por você, e é por esse Cristo que estou aqui, para falar pra quem quiser ouvir(ler) que o meu Redentor vive e é poderoso, lavou os nossos pecados para nos salvar, e é através dessa fé em nosso Salvador e em seu sacrifício que obtermos a vida de paz eterna na presença de Deus.



Amados, que não deixemos o verdadeiro sentido da cruz ser abafado por um pseudo-sentido, uma simples celebração, essa celebração deve ser vivenciada com nossas vidas. Paulo diz em 1ª Coríntios 1:17: “Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã.” É nosso papel fazer com que o Cruz não se faça vã. Ele veio e se entregou pra todos, e só ficaram de tal sacrifício, de tal amor, se nos, seus filhos, levarmos isso a serio e adiante, é a nossa missão, pra isso ele nos chamou.

NOSSA RESPOSTA:

No coração da nossa fé, pulsa o grande Mistério Pascal: a Paixão, a Morte, a Ressurreição e a Ascensão de Jesus Cristo. Toda a História da Salvação culmina nestes acontecimentos salvíficos – e se fundamenta neles. Esta é a semana em que o ministério público de Jesus chega ao ápice em seu sofrimento, morte e ressurreição.


DOMINGO DE RAMOS
A Semana Santa começou com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Na manhã do domingo, narrada pelos quatro evangelistas, a procissão de ramos em mãos nos transforma em parte daquela multidão que recebe Jesus como Rei. De acordo com Marcos, 11,11, Jesus voltou naquela mesma noite para Betânia, na periferia de Jerusalém. Talvez Ele tenha ficado com seus amigos Marta, Maria e Lázaro. É uma noite em que Jesus considera em seu coração os dias tão difíceis que o esperam.

SEGUNDA-FEIRA DA SEMANA SANTA
De acordo com Mateus 21, Marcos 11 e Lucas 19, Jesus retorna a Jerusalém neste dia e, vendo as práticas comerciais vergonhosas realizadas na área do templo, reage com zelosa indignação, expulsando os vendilhões e denunciando que eles transformaram a casa de seu Pai num covil de ladrões. O evangelho de João registra ainda que Ele repreendeu a incredulidade das multidões. Marcos, em 11,19, escreve que Jesus voltou para Betânia também nesta noite. Oremos com Jesus, tão zeloso por nos purificar. Reflexão: ainda insistimos em transformar a religião em negócio?

TERÇA-FEIRA DA SEMANA SANTA
Segundo Mateus, Marcos e Lucas, Jesus retorna mais uma vez a Jerusalém, onde é confrontado pelos dirigentes do templo quanto à Sua atitude do dia anterior. Eles questionam a autoridade de Jesus, que responde e ensina usando parábolas como a da vinha (cf. Mt 21,33-46) e a do banquete de casamento (cf. Mt 22,1). Há também o ensinamento sobre o pagamento dos impostos (cf. Mt 22,15) e a repreensão aos saduceus, que negam a ressurreição (cf. Mt 22,23). Jesus faz ainda a terrível profecia sobre a destruição de Jerusalém caso os seus habitantes não creiam nele, afirmando que não restará pedra sobre pedra (cf. Mt 24). Continuemos a rezar com Jesus e a ouvir atentamente os seus ensinamentos finais, pouco antes da Paixão.

QUARTA-FEIRA DA SEMANA SANTA

É neste dia que Judas conspira para entregar Jesus, recebendo em troca trinta moedas de prata (cf. Mt 26,14). Jesus provavelmente passou o dia em Betânia. À noite, Maria de Betânia o unge com um caro óleo perfumado. Judas objeta contra esse “desperdício”, mas Jesus o repreende e diz que Maria o ungiu para o seu sepultamento (cf. Mt 26,6). Os ímpios conspiram contra Jesus. Reforcemos a nossa oração em união com Ele. Reflexão: de que forma nos prestamos a apoiar, mesmo sem querer diretamente, aqueles que conspiram contra Jesus?

QUINTA-FEIRA SANTA
Começa o Tríduo Pascal, os três dias que culminarão na Ressurreição de Jesus. O Cristo instrui seus discípulos a se prepararem para a Última Ceia. Durante o dia, eles fazem os preparativos (cf. Mt 26,17). Na Missa da Ceia do Senhor que celebramos em nossas paróquias, recordamos e tornamos presente, neste dia, a Última Ceia que Jesus compartilhou com seus apóstolos. Estamos no andar superior, com Jesus e os doze, e fazemos o que eles fizeram. Por meio do ritual de lavar os pés (Jo 13, 1) de doze paroquianos, todos nós nos unimos no serviço de uns aos outros. Por meio da celebração desta primeira Missa e da instituição da Sagrada Eucaristia (Mt 26,26), unimo-nos a Jesus e recebemos o Seu Corpo e o Seu Sangue como se fosse a primeira vez. Nesta Eucaristia, damos especiais graças a Deus pelo dom do sacerdócio ministerial: foi nesta noite que Ele ordenou os seus doze apóstolos a “fazerem isto em memória de mim”. Após a Última Ceia, que foi a Primeira Missa, os apóstolos e Jesus se dirigem pelo Vale do Cedron até o Horto das Oliveiras, onde o Cristo lhes pede que orem e vigiem, enquanto Ele experimenta a sua agonia (cf. Mt 26,30). Nós também iremos em procissão, com Jesus vivo no Santíssimo Sacramento, até o altar de repouso, previamente preparado na paróquia, e que representa o Horto. A liturgia de hoje termina em silêncio. É antigo o costume de passar uma hora em adoração diante do Santíssimo Sacramento nesta noite. Permanecemos, assim, ao lado de Jesus no Horto das Oliveiras e oramos enquanto Ele enfrenta a sua terrível agonia. Perto da meia-noite, Jesus será traído por Judas. O Cristo será preso e levado para a casa do sumo sacerdote (cf. Mt 26,47).

SEXTA-FEIRA SANTA
Durante toda a noite, Jesus fica trancado no calabouço da casa do sumo sacerdote. Pela manhã, Ele é levado até a presença de Pilatos, o governador romano, que repassa o caso para o rei Herodes. Herodes o manda de volta para Pilatos, que, em algum momento no meio da manhã, cede à pressão das autoridades do templo e das multidões e condena Jesus à morte cruel por crucificação. No final da manhã, Jesus é levado pelos soldados através da cidade até a colina do Gólgota. Ali, ao meio-dia, Ele é pregado à cruz e agoniza durante cerca de três horas. Por volta das três da tarde, Jesus entrega o Espírito ao Pai e morre. Descido da cruz, é colocado apressadamente no sepulcro antes do anoitecer. Este é um dia de oração, jejum e abstinência. Sempre que possível, os cristãos são chamados a se abster do trabalho, de compromissos sociais e de entretenimento, a fim de se dedicarem à oração e à adoração em comunidade. De manhã ou ao meio-dia, muitas paróquias realizam a última via-crúcis e uma palestra espiritual sobre as sete palavras finais de Jesus. Outras paróquias oferecem a via-crúcis e as “Sete Palavras” às 3h da tarde, no momento da morte de Jesus. À tarde ou à noite, nos reunimos silenciosamente em nossas igrejas para refletir sobre a morte de Jesus na cruz e rezar pelas necessidades do mundo. Também veneramos a redenção de Cristo na cruz com um beijo sobre o crucifixo. Nossa fome, neste dia de jejum, é satisfeita com a Sagrada Comunhão, consagrada na véspera e distribuída no final desta liturgia. Refletimos também sobre os apóstolos, que podem ter se reunido com medo na noite anterior e refletido sobre tudo o que havia acontecido.

SÁBADO SANTO
O corpo de Jesus está no sepulcro, mas a sua alma, entre os mortos, anuncia o Reino dos Céus. Chega a hora em que os mortos ouvem a voz do Filho de Deus – e os que a ouvem viverão (Jo 5,25). Enquanto isso, desolados com a morte de Jesus, os discípulos observam o sábado judaico imersos na tristeza. Eles se esqueceram da promessa de Jesus. Mas nós não podemos nos esquecer! Não podemos esquecer! Nesta noite, depois do pôr-do-sol, nós nos reuniremos em nossas paróquias para a Grande Vigília Pascal, durante a qual experimentaremos o Jesus ressuscitado dos mortos! Começaremos o nosso encontro na escuridão e acenderemos o fogo da Páscoa, que nos lembra que Jesus é a Luz que brilha nas trevas. Jesus é a Luz do mundo. Entraremos na igreja e ouviremos atentamente os relatos da Bíblia que descrevem a obra salvadora de Deus nos tempos passados. É então que, de repente, as luzes da igreja são acesas e é cantado o Glória jubiloso com o qual celebramos o momento da Ressurreição de Cristo! Jesus Cristo vive! Na alegria da Ressurreição, celebramos então os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia para os nossos catecúmenos e para os candidatos que se prepararam durante muitas semanas até a chegada desta noite. Como Igreja, cantamos o Aleluia pela primeira vez em longos quarenta dias. Faça tudo que estiver ao seu alcance para estar presente nesta noite na Vigília Pascal e convide também os seus amigos e a sua família. A Ressurreição de Cristo é o centro da nossa fé: é o momento mais importante de toda a História da Salvação! A nossa vigília culmina em uma alegria pascal que nunca mais terá fim! 

Via Nossa Senhora cuida de mim com informação do blog "Cristianismo sem hipocrisia" de Lankaster Almeida Oliveira.

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