'Sou a prova dos milagres de Aparecida, sobrevivi porquê Nossa Senhora intercedeu'


Com a certeza daqueles que têm fé, a aposentada Benedicta Maria de Souza, de 76 anos, afirma que está viva por um milagre de Nossa Senhora Aparecida. Há exatamente três anos ela estava entre a vida e a morte em um quarto de hospital, mas um apelo à padroeira fez com que a recuperação surpreendesse os médicos. "Sou a prova dos milagres da padroeira, sobrevivi porquê Nossa Senhora intercedeu", afirmou.



O relato de Benedicta é mais um entre os milhares de milagres atribuídos à Aparecida. Curas e histórias de recuperação que nem a ciência explica nunca pararam de chegar desde o encontro da imagem há 300 anos no rio Paraíba.

Para a família de Benedicta, que sempre foi devota, o retorno da idosa para casa, sem sequelas, após as graves lesões que sofreu na cabeça, só tem explicação na fé. A mulher ficou 15 dias em coma depois de bater a cabeça ao ser atropelada em Taubaté (SP).

"Logo que minha mãe deixou o centro cirúrgico, os médicos já disseram que tinham feito o possível, mas que ela dependia do impossível. Até chamamos o padre para dar a bênção, achamos que ela morreria", disse Rosana Gonçalves de Souza, filha da aposentada.


Um dia, em uma das visitas à UTI, Rosana pediu aos médicos para colocar música para a mãe, em coma. "Minha mãe sempre gostou de música e também sempre foi devota de Aparecida. Coloquei no celular, próximo ao ouvido dela, a música Nossa Senhora e ela, mesmo em coma, chorou. Daquele dia em diante, algo divino aconteceu. Dois dias depois desse fato ela já foi desentubada", contou Rosana.

A mulher se recuperou sem nenhuma sequela e, 30 dias depois do acidente, recebeu alta. Hoje a família faz todo ano uma peregrinação ao Santuário Nacional, em Aparecida, para agradecer a graça alcançada.



Visão

Em uma noite de junho de 1997, a secretária Maria Aparecida Gonçalves, então mãe de primeira viagem, também teve certeza da intercessão de Nossa Senhora.

No bercário, onde ela dormia, ao lado da incubadora onde estava a filha, um bebê prematuro de seis meses com risco de morrer, ela diz ter percebido a presença da santa.


"Eu vi nitidamente uma senhora com a mão esquerda no peito e a direita na incubadora. Era Nossa Senhora. A partir daquele momento eu tive a certeza de que tudo ia ficar bem", disse a devota, que levou a filha para casa 34 dias após o nascimento. A filha dela, Maria Fernanda, tem hoje 20 anos.

Ela relata que também ficou surpresa com um presente de uma amiga, do Rio de Janeiro. O envelope que chegou à sua casa na época do nascimento da filha - era uma medalha de Nossa Senhora com um bebê no colo, com um cartão que dizia que Maria Aparecida me visitaria. "Essa minha amiga não sabia da visão que eu tive, fiquei impressionada", disse emocionada.



Fé e ciência

Segundo o professor Alexandre Serafim, que leciona a disciplina Medicina e Espiritualidade na Universidade de Taubaté (Unitau), há estudos que indicam que a fé auxilia o processo de tratamento de doenças e a cura dos pacientes.

"Quem reza, faz prece, não apenas de maneira peditória, fazendo de uma maneira que transcenda, tem o poder de mudar a química cerebral e isso pode gerar efeitos como a melhora da pressão arterial, diminuição da tensão muscular e equilíbrio de níveis hormonais. O que move a fé é um sentimento positivo e esse sentimento normalmente toma o lugar ao medo, que é algo negativo e altera as funções do paciente", afirmou.

Via G1 / Nossa Senhora cuida de mim

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