Natal: a celebração que une as famílias


Chegamos ao fim de mais um ano, e, certamente, uma data marcante nesse período é o dia 25 de dezembro, em que os cristãos celebram o Natal, o nascimento do Menino Jesus, ocorrido há mais de dois mil anos, em uma humilde manjedoura em Belém.


No Brasil, onde cerca de 90% da população se declara cristã (católicos e protestantes), o Natal é uma data amplamente difundida entre as famílias, que, além de celebrarem o nascimento do Salvador, aproveitam a ocasião para uma grande confraternização familiar.




“O Natal é uma festa celebrada coletivamente, geralmente marcada pela confraternização em família e pela partilha de afeto. A própria troca de presentes, típica dessa época, mostra a natureza social das pessoas de irem ao encontro do outro para celebrar. Isso pode simbolizar o desejo de se perpetuarem os valores como a união, a fraternidade e a renovação do próprio laço familiar. A cultura do Natal nos remete à ideia de família reunida, e os próprios valores propagados nessa época, como o amor, a solidariedade, a tolerância e a paz, reforçam a convivência familiar. É o momento de estar junto com as pessoas que se ama, demonstrar carinho e, para a família, é uma oportunidade de se sentir fortalecida como grupo”, afirma a psicóloga Raquel Irene Macedo.

Mais do que apenas celebrar, o Natal é uma excelente ocasião para a família se fortalecer espiritualmente.

“A importância da espiritualidade para a família é agregar um sentido para a vida e para a convivência familiar. A fé pode dar sentido para que a família festeje os momentos de alegria nas celebrações que marcam as fases da vida, ou do ano, como o Natal. De modo geral, a espiritualidade também pode auxiliar uma família a enfrentar os momentos de dificuldade que surgirem. Embora os obstáculos estejam presentes, as pessoas tendem a permanecer firmes e unidas quando acreditam em um sentido maior para os acontecimentos”, enfatiza Raquel.

Além da celebração familiar, o período Natalino também acentua nas pessoas uma série de sentimentos bons, conhecidos popularmente como “Espírito Natalino”.

“O Natal é considerado um período de exaltação do amor e de renovação da esperança, trazendo novas possibilidades de demonstração de afeto e de acolhida ao outro. Como são propagados esses bons sentimentos, muitas necessidades e muitos conflitos do dia a dia se tornam pequenos diante do clima de espiritualidade e confraternização entre as pessoas, que acabam superando as diferenças entre si. Nesse “espírito natalino”, muitas pessoas se reúnem em grupos de amigos e associações para realizar ações coletivas de caridade. Outros ainda têm a oportunidade de ajudar famílias e instituições por meio de doações de roupas, alimentos ou brinquedos para as crianças que necessitam de apoio social. Nessa época, é uma tradição as pessoas compartilharem emoções positivas; isso fica marcado na memória e na história delas. Sentimentos de alegria e nostalgia com relação às celebrações de Natal passadas se misturam e, assim, as tradições realizadas nessa festividade também se perpetuam durante as gerações”, relata a psicóloga.

via A12

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