A lição do Evangelho de Maria



O Evangelho da Virgem Maria tem, para os cristãos de todos os tempos, uma lição que não podemos esquecer. 
O Evangelho da Santíssima Virgem Maria tem, para os cristãos de todos os tempos, uma lição que não podemos esquecer. A Virgem Santíssima é Mãe e também é Modelo para todos nós! Todavia, não podemos receber plenamente Nossa Senhora como Mãe e Modelo sem ser dóceis à sua palavra, que nos mostra seu Filho Jesus Cristo como Mestre da verdade, que deve ser escutada e seguida: “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2, 5). Esta palavra é continuamente repetida a nós pela Virgem Maria quando leva o seu Filho nos braços ou O indica com o seu olhar.
A Virgem Maria quer nos fazer participar da sua bem-aventurança por termos acreditado como Ela (cf. Lc 1, 45), por termos escutado e cumprido a Palavra de Deus e a vontade do Senhor (cf. Lc 8, 21). “Escutar e viver a Palavra! Eis aqui o segredo de uma devoção à Virgem que nos permite participar plenamente do seu amor maternal, até que Ela possa formar, em cada um de nós, Cristo” (Homilia do Papa João Paulo II, em 8 de Março de 1983).
Para participar do amor de Mãe da Virgem Maria, devemos rejeitar tudo o que é contrário ao Evangelho: o ódio, a violência, as injustiças, a falta de trabalho, a imposição de ideologias que diminuem a dignidade do homem e da mulher. Além disso, temos que promover tudo o que é segundo a vontade do Pai que está nos Céus: a caridade, a ajuda mútua, a educação na fé, a cultura, a promoção dos mais pobres, o respeito de todos, especialmente dos mais necessitados, dos que mais sofrem, dos que estão marginalizados. Pois, não podemos invocar a Virgem Santíssima como Mãe desprezando ou maltratando os seus filhos.
Nossa Senhora, da sua parte, fiel à palavra do testamento do Senhor (cf. Jo 19, 25-27), assegura-nos sempre o seu afeto maternal, a sua intercessão poderosa, a sua presença em todas as nossas necessidades, o seu alento nas dificuldades. A Virgem Maria, a “pobre do Senhor” (Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen Gentium, 55) está junto dos mais pobres, dos que mais sofrem, amparando-os e confortando-os com o seu exemplo de Mãe. Além de ser nossa Mãe na ordem da graça (Idem, 61), Nossa Senhora é também Modelo de virtudes a ser imitado por toda a Igreja (Idem, 65).
A Virgem Maria é Modelo principalmente das virtudes teologais: a fé, a esperança e a caridade. Maria é Modelo da fiel perseverança no Evangelho, que nos permite percorrer com Ela “a peregrinação da fé” (Idem, 58). A Mãe de Deus é Modelo de uma doação apostólica que nos permite cooperar na difusão do Evangelho e no crescimento da Igreja (Idem, 65). Nossa Mãe é Modelo de uma vida comprometida com Deus e com com cada um de nós, com os desígnios de salvação e com a fidelidade ao seu povo. Invocando a Virgem Maria com as palavras do Anjo (cf. Lc 1, 28), a Ave-Maria, e percorrendo na recitação do Santo Rosário a sua vida evangélica, teremos sempre diante dos nossos olhos o perfeito Modelo do cristão.
O saudoso João Paulo II, o Papa peregrino, repete a nós a Palavra de Jesus: “Eis aí a tua Mãe” (Jo 19, 26). “Acolhei-A em vossa casa; aceitai-A como Mãe e Modelo. Ela vos ensinará as vias do Evangelho. Far-vos-á conhecer Cristo e amar a Igreja; mostrar-vos-á o caminho da vida; alentar-vos-á nas vossas dificuldades” (Homilia do Papa João Paulo II, em 8 de Março de 1983). Nela, encontramos sempre um momento de consolo e de esperança, porque “ela brilha aqui na terra como sinal de esperança segura e de conforto para o Povo de Deus em peregrinação, até que chegue o dia do Senhor” (Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen Gentium, 68). Nesta esperança, como sinal de nosso compromisso de filhos e como manifestação da confiança que temos depositado em Maria, Mãe e Modelo da Igreja, nos consagremos inteiramente, de todo coração, a Nossa Senhora, Mãe de Deus e Mãe nossa, a Santíssima Virgem Maria!

Fonte: CN