O sonho de Dom Bosco sobre Nossa Senhora Auxiliadora e a Eucaristia


São João Bosco teve muitos sonhos proféticos, dos quais o principal diz respeito a Nossa Senhora Auxiliadora e a Eucaristia. Este sonho profético diz respeito não somente a Virgem Maria e o Sacramento da Eucaristia, mas à toda a Igreja. De forma simbólica, Dom Bosco visualiza os tempos difíceis que estariam por vir, as perseguições contra a Igreja. Mas, ao Santo também é revelado qual será o porto seguro para a Igreja nestes tempos de mar agitado, revolto, tempestuoso. Depois de revelar qual o porto seguro para a nau da Igreja em meio às tempestades, Dom Bosco também profetiza em seu sonho, de forma simbólica, o futuro da Igreja depois destes tempos difíceis.


No principal sonho profético Dom Bosco, ele visualizou a barca da Igreja sendo agitada pelo mar impetuoso do mundo: “O vento lhes era desfavorável e o mar agitado parecia favorecer os inimigos. No meio da imensa extensão do mar elevavam-se acima das ondas duas robustas colunas, altíssimas, pouco distantes uma da outra. Sobre uma delas havia a estátua da Virgem Imaculada, em cujos pés pendia um longo cartaz com esta inscrição: Auxilium Christianorum (Auxílio dos Cristãos). Sobre a outra, que era muito mais alta e mais grossa, havia uma Hóstia de grandeza proporcional à coluna, e debaixo um outro cartaz com as palavras: Salus Credentium (Salvação dos que creem)”.
O Pontífice Romano é o comandante supremo da nau, que é a Igreja. As embarcações dos inimigos são as perseguições contra a Igreja, que é atacada violentamente. Continuando o sonho, em meio aos ataques do inimigo, o Santo Padre é ferido gravemente e cai, mas é ajudado pelos que estão próximos e o levantam. Entretanto, o Papa é atacado pela segunda vez, cai novamente e morre. Os inimigos ainda comemoravam a vitória quando é eleito um novo Pontífice. Sem que os inimigos esperassem, “o novo Papa dispersa e supera todos os obstáculos e guia o navio até as duas colunas. Chegando junto a elas, o ata com uma corrente que pendia da proa a uma âncora da coluna sobre a qual estava a Hóstia; e com uma outra corrente que pendia da popa o ata a uma outra âncora, que pendia da coluna sobre a qual estava colocada a Virgem Imaculada”.




Depois que a nau da Igreja foi atada ás duas colunas, aconteceu uma grande reviravolta: “Todos os navios, que até aquele momento tinham combatido a nau do Papa, fogem, se dispersam, se chocam entre si e se despedaçam. Uns naufragam e arrastam a outros”. Ao contrário, muitas embarcações que tinham combatido valorosamente a favor do Santo Padre se aproximam das duas colunas atando-se a elas firmemente com correntes. Muitas outras naus, por temor, tinham se afastado e se encontravam a grande distância. Estas ficam prudentemente observando, até que, desaparecidos nos abismos do mar os restos de todos os navios inimigos destroçados, com grande força vão em direção daquelas duas colunas. Chegando a elas, se prendem aos ganchos pendentes das colunas, e aí ficam tranquilas e seguras, junto com a barca principal, na qual está o Papa. Depois disso, no mar se produz uma grande calmaria.
Portanto, Nossa Senhora, sob o título de Auxiliadora dos Cristãos, e a Eucaristia, são as duas colunas que sustentam a Igreja nestes tempos de perseguição contra ela e os valores que defende. Ancorados firmemente nestas duas colunas, que são a devoção a Virgem Maria e a Eucaristia, estaremos seguros contra os ataques dos inimigos da Igreja, por mais que nos ataquem por todos os lados. Por isso, Dom Bosco dizia aos seus para recomendar a todos a adoração a Jesus sacramentado e a devoção a Santíssima Virgem Maria. Recomendava também a comunhão frequente e a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora. São João Bosco, tinha particular apreço por esta devoção, pois, segundo ele, “a festa de Maria Auxiliadora deve ser prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos, um dia, no paraíso”. 

Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!

Via CN
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