Quando Santo Antônio não é só casamenteiro

Em uma cidade do nordeste brasileiro, Santo Antônio também é tido como padroeiro dos caminhoneiros.

Na imensidão do Brasil, as mais diversas peculiaridades podem ser encontradas, inclusive o lugar onde Santo Antônio não é tão lembrado por ser aquele que une os casais, mas sim como o santo padroeiro dos caminhoneiros. A tradição começou em uma cidade do Estado de Sergipe chamada Itabaiana, pelo fato da Igreja Matriz do local ser dedicada ao Santo português.

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Em Itabaiana, Capital Nacional dos Caminhoneiros, existe quase um caminhão para cada 10 habitantes. A cidade que também tem o comércio e a agricultura como um dos pilares da economia, tem população com cerca de 95 mil pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE) e cerca de 10 mil caminhoneiros em atividade. Por lá, todo mundo tem um parente ou algum amigo na estrada.

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Para celebrar os reis das rodovias deste país, a comunidade local, que está localizada há 58 km da capital do Estado, Aracaju, escolheu trabalho extra para o santo. Ele é mais procurado para interceder pelos caminhoneiros do que pelos namorados.


Uma vez por ano, nos 13 dias que antecedem o dia do santo, 13 de junho, acontece a trezena de Santo Antônio, seguida pela Festa. Já são 52 edições, com direito a procissão de caminhões, festejos juninos e shows artísticos. No passado a cantora Sula Miranda, considerada “Rainha dos Caminhoneiros” era figura frequente.


O tema deste ano é: “Itinerário da Fé de Nossa Senhora e Santo Antônio”, em homenagem ao Ano Mariano, e o Jubileu dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida.

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Via A12
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