Imagem de Nossa Senhora é destruída e queimada em Farroupilha


A recém inaugurada imagem de Nossa Senhora de Caravaggio, instalada em 12 de dezembro na esplanada do Santuário, em Farroupilha, foi danificada na madrugada deste domingo. 



Na ação protagonizada por dois criminosos, a mão esquerda da santa perdeu quatro dedos e os pés foram queimados, Joaneta ficou sem nariz e com as mãos estragadas. A estátua tem 6,3 metros, 25 toneladas de concreto e 400 quilos de ferro, foi paga pela comunidade e custou cerca de R$ 80 mil. 

A ação aconteceu às 2h30min e foi filmada pelas câmeras do santuário. De acordo com a gravação, dois homens estacionam a motocicleta, com placa coberta, próxima ao lado esquerdo da imagem. Os homens desceram e um deles golpeou as estátuas com uma espécie de martelo e jogou um líquido inflamável e ateou fogo. A dupla foi embora antes de as chamas apagarem-se.

O reitor do Santuário, padre Gilnei Fronza, afirma que não se trata de uma ação de vândalos. Para ele, há ligação — e até o mesmo modus operandi — com ataques a outras imagens. Em novembro, capitéis de Garibaldi, Caxias do Sul e Farroupilha foram depredados, danificando estruturas e sete imagens de santos nelas abrigadas. 





— Isso é fundamentalismo religioso. É um símbolo que nos inspira. Não é um fato banal e não podemos deixar passar — enfatiza Fronza.

Apesar de a imagem ser cercada por câmeras — é possível avistá-la de quatro ângulos diferentes —, o reitor já pensa em adotar uma vigilância mais ostensiva, mas ele não quer se render à violência.

Ao invés de orarem junto à santa, os visitantes da manhã de domingo tentavam entender por que a santa foi danificada. A comerciária Lídia Favro Maioli, 62 anos, que ouviu a notícia sobre a depredação na rádio e foi conferir a situação de perto, disse ter sentido a sensação de perder algum familiar:

— A tristeza foi demais, mas isso só fortalece nossa fé.

— Isso fica marcado, choca, mas não abala a devoção. A fé em Nossa Senhora não depende desse instrumento — reitera Fronza.

O reitor espera que os criminosos sejam identificados, e quem souber de algo denuncie às autoridades policiais.

— A intolerância sempre existiu e sempre existirá, mas hoje também existe a impunidade — completa. 

Fonte: Pioneiro


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