Aparecida, Guadalupe, Fátima, Lourdes… Por que há tantas, se Nossa Senhora é só uma?

Nossa Senhora já nos deu esta resposta e ela é muito especial.

Na Igreja, veneramos Maria com amor filial. Ela é importante para nós porque nos mostra Jesus e, além disso, é o caminho que Deus escolheu para chegar a nós na divina pessoa de Jesus.



Maria nos leva a Jesus não somente no mistério da Encarnação, mas também com suas aparições e/ou manifestações. Mas por que Ela aparece cada vez com uma forma diferente?
Em geral, cada intervenção de Maria tem a ver com uma realidade histórica precisa ou necessidade particular do povo de Deus – fato que demonstra a ação maternal de Nossa Senhora, que levou muito a sério o mandato de Jesus na cruz, de nos acolher como filhos.
A Virgem adota os traços étnicos da população dos lugares em que aparece. E cada advocação mariana nos permite contemplar, através de rostos diferentes, a grandeza de Maria, grandeza perceptível em qualquer época, lugar e cultura.
Não importa o nome que Maria recebe, e sim a devoção e o amor inquebrantáveis à nossa Mãe Celestial.


Todas as imagens marianas, fruto das aparições ao redor do mundo, apresentam uma infinidade de diferenças entre si, que vão da vestimenta até os traços faciais, passando pelo idioma, para gerar mais confiança nos destinatários das suas aparições e tornando sua mensagem inteligível, sobretudo às crianças.
Mas também há semelhanças, pois Maria se manifesta de diferentes maneiras para ganhar a simpatia e aprovação dos nativos de cada povo, já que não quer ser uma estranha. Em todos os casos, Ela se adapta à mentalidade, à cultura e à psicologia do vidente e do povo.
Racionalmente, sabemos que Maria era uma mulher judia e pobre. Não era negra, nem tampouco tinha traços chineses ou indígenas. Seus traços provavelmente eram muito semelhantes aos das mulheres judias ou palestinas que vivem hoje no Oriente Médio.
Porém, por desígnios divinos, Maria se mostrou às diferentes culturas por amor à humanidade, geralmente para reforçar a fidelidade ao seu divino filho; por isso, conhecemos Virgens asiáticas, africanas, europeias, indígenas etc.
A lógica das aparições marianas não é difícil de entender. Se Deus envia um anjo para transmitir uma mensagem a Maria, por que não pode enviar Maria para transmitir-nos uma mensagem, se Ela, mais que um ajo, é a cheia de graça?
Porém, mais importante que o rosto que Maria assume, são as mensagens que Ela vem nos trazer em suas aparições.
O que podemos aprender desses rostos de Nossa Senhora? Podemos aprender a ser criativos e sensíveis diante das diferenças étnicas e culturais. E que o essencial não é que Maria tenha vivido no Oriente Médio, ou que a cor da sua pele tenha sido a das mulheres dessa região, e sim que Ela foi e é uma de nós – e este “nós” sem nacionalidade específica.
Via Aleteia
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