Designer brasileiro reconstrói face sem saber que era de Santo Antônio

Um dos santos mais populares do Brasil, Santo Antônio morreu em um dia 13 de junho, a data em que é celebrado. Os restos mortais estão na cidade de Pádua, na Itália.
Santo Antônio - TV Globo

Mas será que as imagens são fiéis ao verdadeiro rosto dele?

Para tirar a dúvida, o Museu de Antropologia da Universidade de Pádua contratou um brasileiro: o designer gráfico Cícero Moraes. O convite veio depois que Cícero exibiu seus trabalhos sobre reconstrução facial digital em um congresso em Curitiba.
Cícero Moraes - Designer Gráfico

Da Itália, vieram imagens do crânio retirado do túmulo de Santo Antônio, em 1981. Mas Cícero não sabia que eram do santo. “Simplesmente falaram que era da história italiana, mas não disseram de quem se tratava. No caso, que era branco, de uma faixa etária de 30 a 40 anos e um homem”, explica o designer gráfico.
Programas de computador desenvolvidos no Brasil calcularam a quantidade de músculos e pele que a pessoa teria.
“É uma massinha de modelar digital. Nós vemos toda a cartilagem, as orelhas, o nariz, a espessura dos lábios. Tudo isso, temos que respeitar as dicas que os ossos dão para a gente. Estamos chegando de 89% a 92% de sucesso nas reconstruções que nós fazemos”, conta o designer.
Depois de pronto, o modelo do computador foi levado para um laboratório, onde uma impressora em três dimensões esculpiu a figura em 1.500 camadas de gesso. Todo o processo de impressão em 3D demora mais de dez horas. Depois, o trabalho entra na fase final, que é a limpeza. O busto ainda passa pelo forno, para retirar a umidade, e pela aplicação de verniz.
“Essa peça vai ser enviada para a Itália e, no dia das festividades de Santo Antônio, vai ser entregue para eles apreciarem o santo em 3D, a face mais coerente possível como ele era em vida”, diz Cicero.
Mas, antes de os italianos conhecerem a verdadeira face do santo, a equipe do Fantástico levou o trabalho para as fiéis. O resultado ficou diferente do que elas haviam imaginado. “Não tem nada a ver”, disse uma. Fonte: G1

Comentários