Como alcançar a Salvação?


Jesus com as crianças
Papa Francisco ensina como alcançar a Salvação, um dom gratuito, um presente de Deus para nós

Na Solenidade da Anunciação do Senhor, do nascimento de Jesus Cristo a Virgem Maria, Papa Francisco nos ensina como alcançar a Salvação, que é um presente de Deus. Segundo o Santo Padre, a Salvação não é algo que podemos comprar, nem vender, mas é um presente, um dom totalmente gratuito do Senhor para nós. Mas, precisamos acolher este dom da graça, este presente de Deus para nós. Nesta Solenidade, somos convidados a fazer festa e a dar graças a Deus, pois nela comemoramos uma etapa definitiva no nosso caminho rumo à Salvação, que percorremos desde o dia em que Adão e Eva foram expulsos do Paraíso.
Na Solenidade da Anunciação do Senhor nos alegramos pela “festa deste caminho de uma mãe para outra, de um pai para outro” (Papa Francisco, homilia de 25 de março de 2013). Nela, somos convidados a contemplar “o ícone de Eva e Adão, o ícone de Maria e Jesus” (Idem), e olhar para a continuação da nossa história com Deus, que caminha sempre com o Seu povo. Nesta festa, “podemos abraçar o Pai que, graças ao sangue do Seu Filho, se fez como um de nós, e nos salva: este Pai que nos espera todos os dias” (Idem). Neste tempo de graça, somos convidados a agradecer Deus: “obrigado, Senhor, porque hoje tu nos dizes que nos ofereceste a Salvação” (Idem).
No princípio, Deus confiou uma missão à Adão e Eva: o compromisso de trabalhar, dominar a terra, e de serrem fecundos (cf. Gn 1, 28). Esta ordem de Deus contém a promessa da Salvação e, “com este mandamento, com esta promessa, começaram a caminhar, a ir em frente” (Papa Francisco, homilia de 25 de março de 2013). A partir deste envio, passamos a percorrer um longo caminho, durante muitos séculos, que teve início com uma desobediência. Adão e Eva foram enganados, foram vítimas da sedução de Satanás: “sereis como Deus!” (Gn 3, 5). Neles, o orgulho falou mais alto, por isso, desobedeceram o Criador, caíram na tentação de tomar o lugar de Deus, com a soberba, que é a “atitude característica de Satanás” (Papa Francisco, homilia de 25 de março de 2013).
Adão e Eva “deram vida a um povo” (Idem), porém não percorreram este caminho sozinhos, mas com eles estava o Senhor, que acompanhou a humanidade ao longo do itinerário “que iniciou com uma desobediência e acabou com uma obediência” (Idem). “O nó dado por Eva com a sua desobediência foi desatado por Maria com a sua obediência” (Idem; citação do Papa Francisco da célebre fase de Santo Ireneu de Lião). Este caminho de salvação, a Igreja explica através de uma oração: “Senhor, tu que criaste maravilhosamente a humanidade e a restauraste, ainda mais maravilhosamente a restabeleceste…” (Idem). Este é “um caminho onde as maravilhas de Deus se multiplicam, são mais!” (Idem).
Deus permanece sempre com o Seu povo a caminho, por isso, envia os profetas e as pessoas que explicam a Sua Lei. Mas, por que caminhava o Senhor com o seu povo com tanta ternura? Deus caminhava dessa forma com Seu povo, e caminha conosco, para fazer terno o nosso coração. Esta realidade nos é recordada explicitamente pela Palavra de Deus: Eu tirarei do teu peito o coração de pedra e te darei um coração de carne (cf. Ez 36, 26). O Senhor quer “abrandar o nosso coração” (Papa Francisco, homilia de 25 de março de 2013), para que possamos receber “aquela promessa que Ele fez no paraíso: por um homem entrou o pecado, por outro Homem veio a salvação” (Idem). Desde então, trilhar este caminho tão longo ajudou-nos “ter um coração mais humano, mais próximo de Deus; não muito soberbo, nem muito pretensioso” (Idem).
A liturgia da Solenidade da Anunciação “fala-nos sobre este caminho de restauração, sobre esta etapa no caminho da restauração, […] de obediência, de docilidade à Palavra de Deus” (Idem). Nela, a Carta aos Hebreus nos recorda: “Irmãos, é impossível eliminar o pecado com o sangue de touros e bodes” (Hb 10, 4). Isso significa que “a salvação não se compra, não se vende, é gratuita. […] Não podemos salvar-nos sozinhos, a salvação é um presente, totalmente gratuito” (Papa Francisco, homilia de 25 de março de 2013).
Portanto, não podemos comprar a Salvação com “o sangue de touros e bodes” (Hb 10, 4), por isso, para entrar em nossa casa, entrar em nós, esta “pede um coração humilde, dócil, obediente, como o de Maria” (Papa Francisco, homilia de 25 de março de 2013). Todavia, o supremo “modelo deste caminho de salvação é o próprio Deus, seu Filho, que não considerou um bem irrenunciável ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo e obedeceu até à morte e à morte de cruz” (Idem). Como Jesus Cristo, sigamos o caminho da humildade, da humilhação, que para nós significa reconhecer: “eu sou homem, eu sou mulher, e tu és Deus! e seguir em frente, na presença de Deus, como homem, como mulher, na obediência e na docilidade do coração” (Idem). Peçamos a Virgem Maria, a primeira a trilhar o caminho de seu Filho Jesus Cristo, a graça de acolher com humildade, docilidade e obediência o dom da Salvação. Nossa Senhora da Anunciação, rogai por nós!
Fonte: news.va