A Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora


A oração da Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora é uma antiga devoção que mantém ainda hoje o seu valor para a nossa vida espiritual.
A devoção da Coroa de Nossa Senhora das Dores teve sua origem na Itália, em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, também conhecida como Ordem dos Servitas. Foram também os servitas, ou servos de Maria, que iniciaram o culto à Mãe Dolorosa, no século XIII, com a celebração da Santa Missa de Nossa Senhora das Dores, celebrada hoje por toda a Igreja no dia 15 de setembro. A Coroa de Nossa Senhora das Dores é um dos frutos do carisma mariano da Ordem dos Servitas, cultivado desde a sua fundação em 1233. A Coroa surgiu inicialmente como alimento da piedade mariana dos leigos da Ordem Terceira dos Servos de Maria. Com o passar do tempo, a devoção foi se espalhando por toda a Itália e posteriormente por todo o mundo.
A Coroa de Nossa Senhora das Dores é um excelente auxílio para a nossa espiritualidade, principalmente na Quaresma. São Pio de Pietrelcina já meditava as as dores de Nossa Senhora na Quaresma e incentivava os fiéis que também o fizessem. Meditar as principais dores da Virgem Maria significa fazer memória dos sofrimentos pelos quais ela se associou ao mistério de Jesus Cristo, a sua paixão, morte e ressurreição. As sete dores de Nossa Senhora têm fundamentos bíblicos: 1) a profecia do velho Simeão (cf. Lc 2, 34-35); 2) a fuga para o Egito (cf. Mt 2, 13-14); 3) a perda do menino Jesus (cf. Lc 2, 43b-45); 4) o encontro com Jesus no Calvário (cf. Lc 23, 26-27); 5) a crucifixão do Filho (cf. Jo 19, 15-27); 6) a morte de Cristo (cf. Mc 15, 42); 7) a sepultamento de Jesus Cristo (cf. Jo 19, 40-42a).
A Virgem Maria passou por todos estes e muitos outros sofrimentos, mas vive hoje na alegria e na glória da Ressurreição. As lágrimas derramadas por ela aos pés da Cruz “transformaram-se num sorriso que nada mais apagará, embora permaneça intacta a sua compaixão materna por nós” (Homilia do Papa Bento XVI na Basílica de Nossa Senhora do Rosário em Lourdes, na França, no dia 15 de Setembro de 2008). A intervenção da Virgem Maria em nosso socorro ao longo da história atesta a sua solicitude para conosco. “Maria ama cada um dos seus filhos, concentrando a sua atenção de modo particular naqueles que, como o Filho d’Ela na hora da Paixão, se acham mergulhados no sofrimento; ama-os, simplesmente porque são seus filhos, por vontade de Cristo na Cruz” (Idem).
Meditando sobre as dores da Virgem Maria, somos chamados a pedir a graças necessárias para suportar com paciência os sofrimentos pelos quais passamos em nossas vidas e para nos manter afastados do pecado, que nos afasta de Deus e da salvação eterna. Recordar as dores de Nossa Senhora e invocar o seu auxílio em nossos sofrimentos nos ajuda em nosso processo de conversão, de santificação, de purificação das nossas mentes e dos nossos corações.
Como ensinaram os missionários da Ordem dos frades Servos de Maria, nos beneficiemos da oração da Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora, especialmente no tempo quaresmal. Meditemos sobre as dores que a Virgem Maria suportou por amor a seu Filho Jesus Cristo e a cada um de nós. Peçamos o seu auxílio em nossas dores, em nossos sofrimentos, e em nosso processo de conversão, de mudança de vida. Certamente, a devoção a Nossa Senhora da Dores ajudará a nos associar também ao mistério de Cristo e alcançar, como ela, a salvação eterna. Nossa Senhora das Dores, rogai por nós! Fonte: CN

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