O dogma da Assunção de Maria aos Céus


O dogma da Assunção da Santíssima Virgem Maria à glória dos Céus é o reconhecimento da sua união com Cristo na obra da salvação da humanidade.
O Papa Pio XII declarou e definiu solenemente o dogma da Assunção em corpo e alma da Virgem Maria à glória celestial, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, no dia 1 de novembro de 1950. A Virgem Imaculada, “preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi assunta de corpo e alma à glória celeste. E, para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores (cf. Ap 19, 16) e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo” (Constituição Dogmática Lumen Gentium, 59).


O dogma da Assunção significa a glorificação em corpo e alma da Santíssima Virgem. Depois de sua vida terrena, a Mãe do Senhor encontra-se antecipadamente no estado escatológico dos justos na ressurreição final. Nesse sentido, a crença no dogma da Assunção enche de esperança o coração dos fiéis, pois une a dimensão antropológica, do sentido da existência humana, com o destino escatológico, com o fim último, da humanidade redimida pela cruz de Cristo.

A respeito dos fundamentos bíblicos do dogma da Assunção de Maria, não há uma unanimidade. Alguns autores colocam como fundamento bíblico final da doutrina da Assunção a descrição do livro do Apocalipse: “Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas” (Ap 12, 1). Outro recorrem ao livro do Gênesis como fundamento: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3, 15).
Tendo em vista as dificuldades de interpretação que estes trazem em si, o Papa Pio XII procedeu com um método misto, não meramente bíblico. O Pontífice considerou, de modo especial a doutrina dos Santos Padres, que desde o século II afirmam uma especial união de Maria, a Nova Eva, com Cristo, o Novo Adão, na luta contra Satanás. Esta luta contra o Demônio (cf. Gn 3, 15) há de terminar com a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte (cf. Rm 5.6; 1 Cor 15, 21-26; 54-57), na qual há uma participação de Maria por sua associação na obra de seu Filho. “A especial participação de Maria na vitória de Cristo não poderia considerar-se completa sem a glorificação corporal de Maria (cf. 1 Cor 15, 54)” (Candido Pozo,María em la obra de salvación, p. 316).




Assim, acreditamos firmemente que a Santíssima Virgem Maria está no Reino dos Céus, foi assunta de corpo e alma, e intercede por cada um de seus filhos aqui na Terra. Pois, da mesma forma que aqui a Mãe da Igreja associou-se à vida e à obra de Jesus Cristo, ela continua associada a Ele na regeneração de todo gênero humano, gerando-nos à imagem de seu Filho. Nos confiemos inteiramente a Nossa Senhora, de todo coração. Deixemos que Maria cuide das nossas coisas, nos ajude nas nossas dificuldades, nos console em nossos sofrimentos. Consagremos a Virgem Maria toda nossa vida, pois ela nos transforma no homem novo e na mulher nova à semelhança de Cristo, conduzindo-nos para o encontro definitivo com Ele no Reino dos Céus. 

Via Canção Nova
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