História de Santa Mônica


Santa Mônica nasceu no ano de 332 e  foi a mãe do nosso grande Santo Agostinho.  

Os pais de Santa Mônica, muito piedosos, confiaram-lhe a educação a uma senhora de grandes virtudes, ligada à família por íntima amizade.  




Embora branda e suave no modo de educar a menina, com firmeza aplicou os princípios sãos da pedagogia cristã, acostumando a educanda às práticas de  uma mortificação prudente e moderada. Regra, cuja observação exigia e que por Santa Mônica era fielmente observada, era não tomar alimento de espécie alguma, a não ser na hora  das refeições.   Apesar deste regime salutar, deixou-se  Mônica  levar por uma natural inclinação ao vinho. Devido à sua sobriedade e espírito de mortificação, era ela de preferência mandada  à adega, buscar vinho para a mesa. A ocasião de levar o precioso e  saboroso líquido, era demais propícia, para que  não fosse  aproveitada pela menina.  Como não houvesse nenhuma reprovação da parte dos pais que, aliás, nada podiam suspeitar, Mônica adquiriu o costume de beber vinho.  

Deus , porém , enfastiou-a de  um hábito,  que mui facilmente poderia  ter-se transformado num vício pernicioso.  Em uma daquelas contendas, que soem haver na vida familiar e  entre a criadagem, Mônica foi ofendida por uma palavra mordaz de uma criada, a qual, num ímpeto de raiva, a chamou de beberrona, dizendo  que não havia mais em casa que não soubesse das libações clandestinas. Mônica, não tanto pela ofensa que sofrera, porém, mais pelo conhecimento do seu proceder incorreto, tomou a  resolução de  abster-se completamente do vinho, propósito  que cumpriu  rigorosamente. 

Pouco depois, recebeu o santo Batismo, cuja graça conservou por toda a  vida, pela pureza da fé e  pela santidade de  vida.  Grande foi a sua caridade  para com os pobres. Sabendo que era difícil conservar-se na graça de Deus, evitava  os divertimentos profanos, fugia das ocasiões perigosas e desprezava as  exigências e extravagâncias da moda. 

Tendo  chegado à cidade própria, os pais casaram-na  com um cidadão de  Tagaste, na África, de nome Patrício, que era filho de  família ilustre, mas pobre, pagão e  homem de sentimentos  rudes. O caráter  indômito e violento do marido era para a esposa uma fonte de sofrimentos e  provações,  as mais duras.  Mônica  sofreu tudo  com paciência e mansidão, não respondendo a Patrício, senão por obras de uma caridade  sem limites e pela oração.  Longe de  se  queixar ou prestar ouvido às más línguas, que procuravam semear-lhe discórdias  no lar, Mônica defendia o marido e não tolerava que o difamassem em sua presença. Deus recompensou esta dedicação, tendo Mônica a satisfação de ver a conversão do marido. Do seu matrimônio, Mônica teve dois filhos, Agostinho e Navígio e uma filha Perpétua,  que se fez  religiosa.  O mais velho, Agostinho,  causou grandes amarguras  à mãe, até que enfim,  pela conversão e completa  mudança de vida, se lhe tornou uma  glória. 





Embora não lhe deixasse faltar bons  conselhos e apesar de o educar  nos princípios  da Religião Católica, a vivacidade, a inconstância e  a  volubilidade  do filho inspiravam à boa mãe sérios cuidados e  abriram-lhe  uma expectativa pouco lisonjeira para o futuro do menino. Por este motivo e temendo que perdesse a graça do Batismo, não o apresentou para ser batizado. Os fatos provaram como eram fundados  os receios  da mãe. Agostinho desde os verdes anos se  inclinou para o mal e mais tarde se  filiou à seita dos Maniqueus. 

Dezessete anos contava Agostinho, quando perdeu o pai. Para continuar os estudos, dirigiu-se  para Cartago. O Coração de Mônica sofreu atrozmente com as  notícias  desoladoras, que continuamente  recebia do filho. Tão magoada ficou, que chegou a fechar a  este  a porta da sua casa. Deus, porém,  consolou-a em visões misteriosas, mostrando-lhe a futura conversão de Agostinho. Confortada desta sorte, consentiu que este tornasse a morar em sua casa e lhe assentasse à mesa. 

Nem assim deixou de rezar constantemente pela conversão do filho e  pedir a outros que o mesmo fizessem. Recomendou-o a diversos bispos, entre estes a um, que também tinha pertencido à seita dos Maniqueus. Este muito a animou, dizendo-lhe: "O coração de  teu filho não está ainda preparado, mas Deus determinará o momento. Vai e  continua a rezar: é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas".

De fato, soou a hora da conversão de  Agostinho. Este que era a lente da arte retórica em Cartago, começou a  conhecer os erros da  seita dos Maniqueus e  a experimentar nojo dos seus vícios. De Cartago dirigiu-se Para Roma e  de lá para Milão, onde Santo Ambrósio era Bispo.  .

Sabendo do plano de  seu filho, de ir para Roma, Mônica quis acompanhá-lo. Agostinho, porém,  soube habilmente se  furtar à companhia da mãe. Sem avisar, tomou um outro navio e quando ela chegou ao lugar do embarque, ele  já havia partido. 

Mônica sabendo da mudança do filho para Milão, seguiu-o e teve o consolo de ouvir de Santo Ambrósio, que o filho já se tinha convertido. Em 387 receberam Agostinho, seu filho Adeodato e  o amigo Alípio o santo Batismo. 

Agostinho resolveu então voltar, com a mãe para a África. Chegando a Ostia, disse-lhe ela:  "Vendo-te hoje cristão Católico, nada mais me resta a  fazer neste mundo".  Caiu em uma doença grave e morreu, tendo alcançado a  idade de 56 anos. O Filho Agostinho, nas suas célebres "Confissões" , erigiu um monumento indelével à memória da santa mãe. 
O Papa  Alexandre III colocou o  nome de Santa Mônica entre Santos da  Igreja Católica. Sob o pontificado de Martinho V (1430) foi o  corpo de Santa Mônica transportado para  Roma e  depositado na Igreja de Santo Agostinho.

A devoção a  Santa Mônica tomou novo incremento pelo fato de  ser ela declarada Padroeira das Associações das Mães Cristãs. De Santa Mônica podem as mães aprender o interesse que devem ter pela  salvação dos filhos. 

Reflexões
Santa Mônica tinha mau marido e  mau filho.  Ambos se  converteram devendo-se atribuir-lhes  a conversão,  à paciência, à caridade, às penitências e  orações da  santa esposa e mãe.  A conversão de um pecador  é um grande milagre, que só de Deus se pode esperar, pelas obras de piedade, nunca, porém, pela impaciência, por palavras pesadas, imprecações, pragas  e  maldições.  

Esposas e mães!  Aprendam com o  exemplo de vida de Santa Mônica,  que com muita oração, piedade e  temor a Deus pode-se corrigir a conduta dos maridos e filhos malvados ou pagãos.

A filosofia terrena nos tenta  perverter as santas  atitudes.  "Renuncie ao sofrimento",  "tens o direito de ser feliz", nos diz o mundo. Quando as circunstâncias no matrimônio não nos são favoráveis, logo surgem em nossos ouvidos conselhos malignos convidando a abjurar ao sacramento do matrimônio. Bem disse recentemente o Papa Bento XVI ser o divórcio uma "praga social" que disseminou-se pelo mundo nos dias atuais. Santa Mônica  não seguiu e nem nós, devemos  seguir  conceitos  mundanos.  Na hora da necessidade,  devemos suplicar a Deus e em Deus nos apoiar.  Não somos  cidadãos do mundo. Somos  cidadãos com os olhos voltados para o Céu, onde encontra-se a  verdadeira felicidade.

Não é à toa  que o divino Mestre nos diz:  "Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?" ou ainda: "Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a  mim antes que vós. Se fôsseis  do  mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como , porém, não sois  do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia" (Jo 15, 18 - 20) .   

Peçamos a intercessão de Santa Mônica para que verdadeiramente nos  preocupemos com o principal:  "Educar os  filhos na doutrina e no temor de Deus", com a paciência dos santos, que tudo espera e tudo sofre, na certeza de que só pelo caminho da Cruz é que poderemos garantir a nossa salvação e das pessoas mais próximas que conosco convivem, ou seja,  nossa família.  

COMPARTILHE NO FACEBOOK CLICANDO
 NO BOTÃO COMPARTILHAR ABAIXO: