A alegria de ser pai


A honrosa e alegre missão que Deus reservou para os pais é a de gerar e educar os seus filhos. Isso não compete ao Estado. Os pais são cooperadores de Deus na maior de todas as obras, gerar os filhos de Deus “à Sua imagem e semelhança”. Por isso, o grande santo da Igreja, Santo Irineu de Lião, dizia, no século II, que o “homem é a glória de Deus”. E essa glória vem ao mundo por meio dos pais e das mães.



Pode haver algo mais digno e belo do que dar a vida a um filho de Deus? Nada pode se igualar à sublimidade desta obra. Se é importante e digno produzir os bens que utilizamos: casas, roupas, móveis, alimentos etc., quanto mais digno e nobre é dar a vida a novos seres humanos! Uma só vida humana vale mais do que todo o universo material, pois nada disso tem uma alma imortal, imagem e semelhança do próprio Deus. Alguém disse que “o Cosmos chorou quando o Senhor fez o primeiro homem”, pois era criado o seu rei. Veja como um pai é rico, qualquer pai, independente de seu dinheiro, de sua cultura, de sua pátria, da cor de sua pele!

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que “a paternidade divina é a fonte da paternidade humana” (§ 2214) e que aí está o “fundamento da honra devida aos pais”. Os filhos devem aos pais o dom da vida. O CIC também nos lembra que “os filhos são o dom mais excelente do matrimônio”.

Deus quis que nós pais participássemos do seu infinito poder criador. Oh, glória! Qualquer pai é um homem rico, muito rico, basta saber reconhecer o dom de Deus, como Jesus disse à samaritana: “Se conhecêsseis o dom de Deus!” (Jo 4). 


Por ser muito grande a missão do pai, Deus o cobre de glória e obriga os filhos a honrá-lo. É impressionante notar como o Senhor exalta a figura paterna em face da sua missão importantíssima de gerar e educar os filhos.




O destaque aos pais começa pelo fato de um dos mandamentos, o quarto, ser dedicado a eles: “Honrar pai e mãe”. São Paulo nota que “este é o primeiro mandamento que vem acompanhado de uma promessa: Honra teu pai e tua mãe para que sejas feliz e tenhas vida longa sobre a terra” (Dt 5,16; Ex 20,12; Ef 6,2).


A autoridade dos pais vem de Deus, e essa autoridade não é usurpada nem falsa, mas autêntica. Jesus disse a Pilatos que “toda autoridade vem de Deus” (Jo 19,11). Por isso, diz o Eclesiástico: “Quem honra seu pai achará alegria em seus filhos, será ouvido no dia da oração” (Eclo 3,5-6). Quem de nós não deseja encontrar alegria em seus filhos? Quem não deseja ser atendido por Deus em sua oração?

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Nessa missão sagrada de dar a vida e a educação a um ser humano, a alegria se faz nossa companhia, mesmo que seja na forma de uma adoção. O pai de coração não é inferior ao pai natural. Deus é Pai. Ele não quis ser chamado de juiz, de mercador, advogado, professor, médico, engenheiro do universo ou outro nome qualquer. Jesus O chamou de Pai, Pai Nosso... Como os filhos nos chamam: papai! Por isso, a primeira imagem que o seu filho tem de Deus é a sua imagem de pai. Então, saiba mostrar a seus filhos a bondade de Deus, o Seu amor e a Sua mansidão por meio de suas atitudes e exemplos.


Os filhos, hoje, diante deste mundo globalizado, precisam, mais do que nunca, de pais amigos, pais fiéis, pais dóceis e verdadeiros educadores que lhes deem amor e segurança para que possam se desenvolver com equilíbrio. Pais que gastem seu tempo com seus filhos, que esqueçam em casa da internet, do jornal, da TV, e se liguem aos filhos; leve-os para brincar, correr, soltar pipas, andar de bicicleta, nadar, ir ao parque, jogar futebol etc.


Para poder educar o filho é preciso, antes, conquistar seu coração como se conquista o coração da mulher amada. Quando o seu filho tiver orgulho de você, porque você o respeita e o conquistou, então será fácil educá-lo para a sociedade e para Deus. Sua alegria será imensa, pois ele o amará com um amor eterno.


Quanto a você, filho, quanto mais difícil for para você amar e honrar o seu pai, por causa dos defeitos dele, tanto mais você terá méritos diante de Deus e tanto mais será recompensado e abençoado. Se o seu pai não lhe der amor, “vingue-se” dele amando-o, fazendo por ele o que talvez os seus avós não puderam fazer por seu pai. A “vingança do cristão é o perdão”.

“Meu filho, guarda os preceitos de teu pai. Quando caminhares, te guiarão; quando descansares, te falarão” (Pr 6,20-22).


Hoje, sou viúvo, pai de cinco filhos que só me dão alegria e mais dez netos que enchem minha casa e minha vida de paz, alegria e felicidade. É claro que tudo isso me custou algumas lágrimas e suor derramado nesses quarenta anos de casado, mas eu lhe garanto que as horas de alegria e júbilo foram e são muito maiores. Se eu tivesse de começar tudo de novo, só pediria uma coisa a Deus, que Ele me desse mais filhos.

Via Canção Nova

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